CODEX MORTIS – Review

Gênero: Ação, Roguelite, Bullet Hell
Plataformas: PC
Desenvolvedora: GROLAF
Publicadora: CRUNCHFEST
Data de lançamento: 26 de março de 2026 (Early Access)

Agradecemos à CRUNCHFEST pelo envio do código de análise.


Destruição acima de tudo

CODEX MORTIS se apresenta como um bullet hell com forte inspiração em roguelites modernos, como Vampire Survivors, apostando na necromancia como base para sustentar toda a experiência. Aqui, o jogador enfrenta hordas de inimigos enquanto manipula a morte como ferramenta, controlando exércitos de mortos-vivos.

A proposta gira em torno da criação de builds, permitindo misturar diferentes escolas de magia para gerar efeitos devastadores. Essa liberdade é, sem dúvida, o principal atrativo do jogo.


Construindo o caos

Como em outros jogos semelhantes, um dos grandes destaques de CODEX MORTIS é a variedade de possibilidades. O jogo oferece cinco escolas de magia — Necromancia, Invocação, Magia de Sangue, Magia de Almas e Maldições — além de oito fases distintas.

Por se tratar de um roguelite, gênero em que as melhorias são obtidas durante as partidas e reiniciadas ao final de cada tentativa, o jogo incentiva a experimentação constante. Cada partida pode resultar em combinações diferentes, seja focando em invocar exércitos, causar explosões em cadeia ou sacrificar vida em troca de poder bruto.

Além disso, CODEX MORTIS conta com sistemas de progressão permanente, que ampliam as opções de personalização e incentivam o retorno às fases em busca de mais recursos e builds cada vez mais poderosas.


Gameplay quase automático

Seguindo a fórmula popularizada por títulos como Vampire Survivors, o gameplay funciona de forma semi-automática. O foco não está na execução direta dos ataques, mas sim nas decisões tomadas antes e durante a partida.

O jogador escolhe seu personagem e seleciona novas habilidades a cada nível, enquanto observa o desenrolar do combate. O verdadeiro desafio está em sobreviver ao caos que se forma na tela.

Esse tipo de estrutura funciona bem dentro da proposta, mas também limita o envolvimento direto. Em muitos momentos, a experiência se resume a movimentar o personagem pelo cenário, o que pode afastar quem prefere uma jogabilidade mais ativa.


Um projeto diferente — para o bem e para o mal

Um dos aspectos mais curiosos de CODEX MORTIS é o uso intenso de inteligência artificial em seu desenvolvimento, com código, arte e até áudio gerados por IA.

Isso transforma o jogo em um experimento interessante dentro da indústria, mas também levanta questionamentos sobre consistência. Visualmente, o título pode parecer menos coeso, com elementos que não se conectam de forma tão orgânica e que evidenciam sua origem.

Ainda assim, é importante considerar que o jogo está em Early Access, o que significa que o conteúdo ainda está em desenvolvimento e que muitas de suas ideias podem evoluir com o tempo.


Vale a pena?

CODEX MORTIS apresenta conceitos interessantes e um núcleo de gameplay que pode ser bastante viciante, especialmente para quem gosta de testar builds e explorar diferentes sinergias.

Por outro lado, a execução ainda carece de uma identidade mais forte. Para fãs de roguelites e bullet hells, pode ser uma experiência curiosa e até divertida. Já para quem busca algo mais refinado, talvez seja melhor aguardar sua evolução.

Nota: 6.5

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